Amor no bolso e no coração

Se eu um dia fosse presidente,
trocaria o nome do dinheiro por “amor”.

Seis pãezinhos custariam 4,60 amores.
Pago logo 5 e pode ficar com o troco!
Os bancos emprestariam e guardariam amores.

A mãe daria 10 amores para o filho comprar o lanche da escola,
ele guardaria 2 amores por dia
para comprar um presente no aniversário dela.

Amor nas mãos e bolsos de todo o mundo
e todo mundo trocando amor invés de moedas.

– Jefferson Artes

O mundo é dos espertos?

Dia desses, no estacionamento do maior shopping da cidade, um carrão importado se preparava para estacionar numa vaga disponível quando um jovem, dirigindo um “golzinho” antigo mas equipado, todo “tunado”, tomou a frente dele e roubou-lhe a vaga.

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O motorista do carrão, homem abastado, permaneceu alí parado, com cara de indignado, encarando a situação enquanto o jovem terminava de estacionar. Pra piorar a situação, assim que o jovem desceu do carro, ele olhou para aquele senhor, deu um sorriso e disse: “o mundo é dos espertos”.

Na mesma hora, o motorista do carrão deu ré por alguns metros e depois acelerou o veículo a toda velocidade contra o golzinho do jovem e deu uma bela porrada no carro. O jovem parou espantado, totalmente surpreso com a atitude daquele senhor, sem saber o que fazer. Em seguida, o motorista do carrão parou, olhou para o jovem, entregou-lhe seu cartão e sorriu: “não, o mundo é dos ricos”. E foi embora.

Pegadas digitais

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Ontem eu estava buscando conteúdo para o blog e alguns tutoriais para fazer algumas melhorias. Nessa procura, acabei me deparando com minha antiga página no FlickR – que, por sinal, ainda está ativa. Passei algum tempo vendo aquelas fotos antigas, lendo algumas coisas que escrevi e tentando lembrar exatamente o que eu pensava ou o que acontecia naquele momento.

Depois resolvi atualizar a página com fotos atuais – descobri que o FlickR é um ótimo portal para o passado e excelente para armazenar fotos que não quero perder nunca, a não ser que acabe toda era digital, o que espero que não aconteça tão cedo!

O fato é que, além de um simples FlickR, durante minha vida possui fotologs, blogs, sites, MySpace (minha memória só alcançou até aqui) e todos os e-mails que tive associados a essas contas. E-mails que nem me lembro quais para citar – desde Ig, Globo, Uol, Bol, Msn, ICQ, Yahoo, Gmail, etc. Isso sem contar todos os fóruns que já participei e usuários que criei em sites só para dar uma espiada. Muita coisa, não?

Pois é, deixamos na internet nossas pegadas. Pegadas que se perdem entre tantas outras de muitos outros usuários no mundo inteiro, mas que ainda podem ser acessadas de qualquer lugar, a qualquer momento, por qualquer pessoa. Tudo aquilo que um dia foi eu, tudo aquilo que um dia eu pensei e escrevi está lá para qualquer um ver. Quem sabe um dia alguém olhe tudo aquilo e entenda o que ainda não consegui entender: quem sou eu?

Não me arrependo e nem pretendo desfazer essas pegadas – teria que passar muito tempo descobrindo e relembrando todos os lugares que já passei. Gosto da idéia de que eles estão lá para serem lembrados um dia. Gosto de poder procurar e encontrar e comparar com quem sou hoje. Quanta coisa mudou e por fora ainda sou o mesmo.

Agora, caro leitor, gostaria de saber: quais são suas pegadas? O que você está deixando ai para que o mundo possa te conhecer e saber quem você é? Saber que você viveu, sorriu, chorou, foi feliz… Temos os perigos dessa vida digital sim, mas afinal, quando eu partir pouco me importo. Se algo acontecer, farei o necessário para resolver. Enquanto isso observo minhas pegadas e agradeço a cada uma delas por terem me trazido até aqui.

O fundo do poço

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As vezes, por mais fortes e otimistas que tentemos ser, a verdadeira face da realidade em que vivemos se mostra, nos chuta e nos violenta. Nesse momento nos sentimos no fundo do poço sem saber o que fazer. Calma, o fundo do poço nem sempre é o pior lugar para estar. Uma vez lá, a única direção possível é para cima. Será necessário  ter muita garra e força de vontade, e essas serão nossas vantagens para quando sairmos de lá.

Talvez o poço esteja tão fundo e escuro que não conseguimos enxergar um palmo a frente. Pensamos em subir, mas não sabemos por onde começar. Neste momento a calma é a resposta. Precisamos ajustar nossa visão para ver que o poço é uma estrutura de tijolos, os quais podemos escalar com algum jeito.

Dentro de nós mora toda força que é necessária para nossa vida. Muito além de ser apenas um corpo, nós somos energia. Quando dedicamos nosso tempo a alguma coisa não é apenas o tempo que estamos doando, estamos doando nossas energias. Por isso quando amamos o que fazemos as coisas acontecem tão naturalmente: a energia está sempre se renovando e produzindo cada vez mais energia. Ao contrário de quando nos submetemos a situações desagradáveis ou a vontade de pessoas negativas – os famosos vampiros de energia.

Vamos aproveitar nosso momento fossa e focar nossas energias em algo que seja prazeroso e produtivo para nós. Façamos uma loucura, agora nada mais nos impede. Vamos investir naquele sonho que parece impossível. Estudar. Ler. Sair. Não se entregar. Atitudes que podem mudar nossa vida quando é isso que queremos. Não vamos nos martirizar, nos culpar ou vitimizar: criemos uma nova realidade! Sejamos nós mesmos nossa própria solução e aos poucos a escuridão irá se dissipar.

Tempos modernos

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A modernidade exige que cada vez mais tarefas sejam executadas em menos tempo e de forma cada vez mais eficiente (rápida e lucrativa), afinal: tempo é dinheiro. Vemos os reflexos disso no dia-a-dia: já levantamos correndo, colocamos café para as crianças, damos banho, levamos para escola, vamos trabalhar; depois do almoço temos uma reunião marcada, imprevistos, coisas para resolver, etc. Nosso tempo está ficando cada vez mais curto. Quantas vezes já não te falaram que os dias estão passando rápido demais?

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Como passamos a maior parte do nosso dia vendendo nosso tempo para produzir lucro (e garantir nossa fatia no final do mês), não temos tempo para as coisas “menos importantes”: cuidar dos filhos, da casa e da nossa saúde. Para esses temos soluções mais práticas: alimentos industrializados (processados e recheados de aditivos químicos para conservar e realçar sabores), babá, empregadas, aspirinas para os dias difíceis e antidepressivos para os mais difíceis ainda; calmantes porque não conseguimos dormir e energéticos para nos manter ativos.

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Vivemos numa sociedade imediata, temos pressa de realizar e de possuir. Nãotemos tempo de parar, pois estamos muito ocupados acumulando dinheiro para poder pagar tudo o que precisamos para a manutenção do estilo de vida que compramos. Estilo de vida que compramos? Sim, você pode não perceber, mas o ser humano, por ser um animal cultural, precisa observar um comportamento para em seguida processá-lo e copiá-lo (foi assim que você aprendeu a andar, falar e tudo que você sabe fazer hoje).

11Nosso comportamento hoje é baseado na satisfação de desejos criados para que essa grande engrenagem continue girando até seu limite. Não é mais questão de necessidade, é questão de querer, é questão de poder e status. Não ter significa muita coisa, ter também.

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Então essa vida perfeita que temos de família feliz indo passear no shopping no final de semana e levar os filhos ao cinema não passa de pura ilusão, seu cérebro imitando um comportamento que você viu em algum lugar e achou legal, achou que talvez serviria para você e te faria feliz.

tumblr_lr7ky53hxm1qzjy8bo1_500 Talvez quem já ouviu falar do “American way of life” ou então o famoso e almejado “sonho americano” (aquele sonho de ser independente, ter bom emprego, com um carro na garagem, uma casa, uma linda esposa, dois filhos, um cachorro, uma empregada, um hobby para as horas livres, dinheiro para manter tudo isso e, além de garantir as compras e passeios nos finais de semana e feriados, um montante que seja suficiente para ter uma velhice confortável). Passamos a vida perseguindo um sonho que nos foi vendido, mas que nem todos tem condições de alcançar.

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“A filosofia por trás de muita propaganda é baseada na velha observação de que todo homem é na realidade dois homens — o homem que ele é e o homem que ele quer ser.” (William Feather)

Na parábola de Osho “Cuidado com os gatos”, um grande místico em seu leito de morte, chama seu melhor discípulo para transmitir um grande ensinamento: nunca, em momento algum, possuir um gato em casa. – Em seguida o mestre morreu. Esse ensinamento na verdade era sobre as responsabilidades que o gato viria a trazer, tirando o homem de seu verdadeiro objetivo, pois teria que lidar com muitas outras tarefas e responsabilidades que pareciam multiplicar-se a medida que o homem buscava uma solução.

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Claro que, como estamos inseridos nesse sistema, lutar contra ele exige uma quantidade de energia imensa que é reaproveitada pelo próprio sistema, absorvendo tudo que se opõe a ele e transformando a seu favor.

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Isso não significa que você precisa abrir mão de tudo para ser feliz, mas simplesmente saber que você não precisa de nada disso para alcançar a felicidade: ela é nata do ser humano, está em nós. A partir do momento que entregamos a responsabilidade sobre nossas vidas a qualquer terceiro, fazemos uma escolha: a escolha de seguir a manada para o abate. Está na hora de acordar e seguir nossos próprios caminhos.

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Agricultor constrói seus próprios braços mecânicos

Sun Jifa, um agricultor chinês de 51 anos, teve sua vida revirada quando um explosivo que ele iria usar para pesca explodiu antes da hora. Ele perdeu os braços e, como ele não poderia pagar por próteses hospitalares, optou por um conjunto mais barato. Passou oito anos construindo seus próprios braços mecânicos, que ele usa atualmente. É uma incrível história de criatividade e força.

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Ele fez o protótipo das mãos artificiais oito anos antes de terminar o modelo final.

As mãos são feitas de metais de sucata, e de acordo com a Sun, cada mão pesa cerca de 0,9 kg.

Sun Jifa faz o trabalho agrícola com as mãos artificiais. Cada mão artificial tem ganchos que permitem Sun para apertar buracos em seu equipamento de cultivo.

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Sem as mãos que ele fez, Sun não seria capaz de trabalhar na fazenda da família.

“Eu posso controlá-los com o movimento dos meus cotovelos e eu posso trabalhar, amar normalmente e me alimentar como qualquer outra pessoa.”, explicou ele.

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Dificuldade: “O único inconveniente é que o aço é muito pesado por isso eles são cansativos para vestir e ficam quentes ou frios nos extremos de verão e inverno”, disse Sun.

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Agora ele planeja desenvolver o projeto para outros deficientes de forma semelhante: “Eu fiz este a partir de sucata praticamente do nada. Não há necessidade de pagar uma fortuna hospitais “, disse ele.

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Fontes:
Dailymail
Telegraph
Avaxnews

O Pequeno Príncipe

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Um livro que me fascinou desde a primeira vez que li foi O Pequeno Príncipe.
A simplicidade, a ingenuidade do príncipe e suas conversas com cada personagem emocionam e cada vez que lemos nos desperta diferentes sentimentos.

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Um dos trechos mais bonitos é a conversa com a raposa, me marcou bastante. Mas o trecho que mais marcou para mim está no final, na despedida do príncepe. Isso porque postei esse trecho no meu fotolog dias antes de perder uma amiga. Desde então, esse livro que pra mim sempre falou de amizade, tomou um significado real na minha vida.

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Dedico este post em homenagem à minha amiga Rafa, pois hoje faz oito anos que ela virou estrela no céu.
Abaixo transcrevo o trecho.

o pequeno principe2– À noite, tu olharás as estrelas. Aquela onde moro é muito pequena, para que eu possa te mostrar. É melhor assim. Minha estrela será para ti qualquer uma das estrelas. Assim, gostarás de olhar todas elas… SErão, todas, tuas amigas. E, também, eu te darei um presente…
Ele riu outra vez.
– Ah! Meu caro, meu querido amigo, como eu gosto de ouvir esse riso!
– Pois é ele o meu presente… será como a água…
– Que queres dizer?
– As pessoas vêem as estrelas de maneira diferente. Para aqueles que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para os sábios, elas são problemas. Para o empresário, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém nunca as teve…
– Que queres dizer?
– Quando olhares o céu de noite, eu estarei habitando uma delas, e de lá estarei rindo; então será, para ti, como se todas as estrelas rissem! Desta forma tu, somente tu, terás estrelas que sabem rir!
E ele riu mais uma vez.
– E quando estiveres consolado ( a gente sempre se consola), tu ficarás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo. Terás vontade de rir comigo. E às vezes abrirás tua janela apenas pelo simples prazer… E teus amigos ficarão espantados de ver-te rir olhando o céu. Tu explicarás então: “Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!” E eles te julgarão louco. Será como uma peça que te prego…
E riu de novo.
– Será como se eu te houvesse dado, em vez de estrelas, montes de pequenos guizos que sabem rir…
E riu de novo. (…)